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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Moradores tapam buracos da rua

Insatisfeitos com a condição das ruas, natalenses têm refeito pavimentos e aterrado vias. Os moradores da rua João Rodrigues, em Igapó, zona Norte, por exemplo, decidiram tapar a cratera existente no cruzamento entre a João Rodrigues e a rua Santa Luzia. Os moradores realizaram um mutirão ontem e taparam parte do buraco. O material foi doado por comerciantes locais. "A primeira reclamação foi feita há um ano. Se fôssemos esperar, estaríamos perdidos", afirmou Wendell Jefferson, auxiliar de informática, de quem partiu a iniciativa. Acidentes são frequentes no local, segundo o morador. Ele acredita que o serviço será concluído no próximo final de semana. "Tem uma hora que a gente cansa de esperar". 

Wendell JeffersonNas ruas João Rodrigues e Santa Luzia, no bairro de Igapó, os moradores passaram o feriado trabalhando para tapar os diversos buracos.Nas ruas João Rodrigues e Santa Luzia, no bairro de Igapó, os moradores passaram o feriado trabalhando para tapar os diversos buracos.
Na rua Canto da Floresta, no loteamento Jardim Brasil, em Pajuçara, também na Zona Norte, os moradores aterraram a rua com metralha. O assessor de advocacia Elton Silva Freitas, foi um deles. Ele mora na rua há pouco mais de dois anos e já chegou a pagar várias caçambas de areia. "Só uma caçamba custa R$260. Já paguei várias. Mas não adianta. A chuva vem e leva tudo". As crateras na Canto da Floresta atrapalham o tráfego e danificam os veículos. Quem se aventura, arca com o prejuízo. Elton, por exemplo, gasta R$400 a cada dois meses com a manutenção do carro. "Já troquei a suspensão do carro três vezes. Não tem jeito", afirma. 

Buracos no cruzamento entre a avenida Moema Tinôco e a avenida Tocantinea, também em Pajuçara, obrigam os motoristas a dirigir em zigue zague, aumentando o risco de acidentes. "A empresa de ônibus já avisou que mudará o itinerário, se não taparem os buracos na região", alerta Jefferson Andrade, vice-presidente do conselho comunitário de Jardim Brasil.  Segundo Francisco Sidney Marques, presidente do conselho comunitário do conjunto e loteamento Brasil Novo, ônibus deixaram de circular várias vezes pela Moema devido aos buracos e constantes alagamentos. 

Matéria publicada em 3 de novembro pela Tribuna do Norte mostrava que a operação 'tapa buraco', da prefeitura de Natal, estava suspensa desde agosto por falta de pagamento. Segundo a reportagem, a dívida com as empreiteiras que realizavam a "operação tapa-buraco" nas ruas de Natal girava em torno de R$ 2,5 milhões. O valor era uma estimativa do então titular da Semopi, Dâmocles Trinta. A equipe de reportagem tentou entrar em contato com o secretário de Obras Públicas e Infraestrutura, Sérgio Pinheiro, ontem para saber quando a operação seria retomada, mas não obteve êxito. O celular estava desligado.

http://tribunadonorte.com.br/noticia/moradores-tapam-buracos-da-rua/202858

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Prefeitura quer perdoar R$ 72 milhões em multas

O Pleno do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte deve julgar hoje a Ação  Direta de Inconstitucionalidade contra a lei  6.131/2010, que permite a Prefeitura de Natal abrir mão de R$ 72 milhões em tributos. A Lei  institui a suspensão da imunidade tributária, no município de Natal,  e dá anistia a instituições e associações sem fins lucrativos, autuadas por sonegação antes da vigência da lei. A votação chegou a ser iniciada, e já tem dois votos: um voto favorável (desembargador Cláudio Santos) e um voto contrário (desembargador Aderson Silvino).  A votação foi suspensa com o pedido de vistas do desembargador João Rebouças, mas deve voltar hoje à pauta do Pleno.

Júnior SantosPleno do TJRN já iniciou votação da ADIN impetrada pelo Ministério Público. Decisão deve sair hojePleno do TJRN já iniciou votação da ADIN impetrada pelo Ministério Público. Decisão deve sair hoje
Caso a lei seja declarada constitucional, a administração municipal terá um prejuízo financeiro superior a R$ 72 milhões em decorrência dos efeitos retroativos da norma.

Baseada no 5º artigo da lei, a Secretaria Municipal de Tributação tornou nulos 12 autos de infração lavrados contra instituições de ensino médio e superior, que  perderam o direito de imunidade fiscal e estavam inadimplentes nos pagamentos de tributos municipais, e, por isso, foram multadas. A possível perda na arrecadação foi o que motivou o Ministério Público a entrar com a ADI [2011.004484-8] na defesa do princípio da irretroatividade, consagrado na Constituição Federal.  

Na lei, a justificativa é a de que esses autos, lavrados antes de 22 de julho de 2010, estão em desacordo com as normas processuais estabelecidas na lei municipal 6.131. O Ministério Público Estadual entende que, ao estabelecer a retroatividade, a lei desconsidera efeitos já produzidos por autos de infração anteriores.

Nos autos da ADI, o MPE afirma que esses autos estavam em conformidade com a legislação até então em vigor e "configuram atos jurídicos perfeitos, que não podiam ser atingidos por efeitos retroativos de nenhuma lei posterior". O procurador geral de Justiça, Manoel Onofre Neto pede, inicialmente, a  concessão de liminar, suspendendo a vigência e a eficácia do parágrafo 5º do artigo 5º da lei.

Em um autos de infração, nulos por efeitos da lei, a entidade beneficiada (auto de infração 5.00011/08-7) deveria ter pago ao município de Natal mais de R$ 51 milhões. Os valores foram atualizados pela Secretaria Municipal de Tributação em 21 de setembro deste ano. Os demais autos de infração - todos atualizados na mesma data - importam em valores que vão de R$ 76 mil a R$ 6 milhões (veja gráfico). 

A lei, diz o MPE, "resulta em prejuízos para toda a população, atingida pela menor disponibilidade de recursos para a prestação dos serviços públicos".

CONSTITUIÇÃO

Para a Associação de Auditores Fiscais de Natal, o artigo 5º da lei é uma aberração. "Essa norma era inexistente. Não se pode querer alcançar atos anteriores, aplicados na forma da lei, como estabelece a Constituição Federal e o Código Nacional de Tributação", disse um dos auditores, pedindo para preservar sua identidade.

De acordo com o artigo 150 da Constituição Federal a imunidade tributária é restrita a instituições sem fins lucrativos, condicionada ao cumprimento de determinados requisitos, que estão elencados nos artigos 9 e 14 do Código Nacional Tributário [CNT]. A lei 6.131 passou a exigir, para a suspensão de imunidade tributária, a  instalação de processo administrativo.

Antes de 2010, o trâmite para suspender a imunidade e autuar organizações sem fins lucrativos seguia regras do CNT. Ou seja, se os auditores constatavam descumprido, quanto às duas leis federais, o benefício era suspenso de imediato, e até que a entidade regularizasse a situação, passava a ser tributada. Quando era constatada a sonegação fiscal, essas entidades eram autuadas e multadas.
http://tribunadonorte.com.br/noticia/prefeitura-quer-perdoar-r-72-milhoes-em-multas/200562

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Devo não nego, pago quanto puder

Treze folhas de papel ofício. Este foi o espaço necessário para discriminar as dívidas da Urbana entre janeiro e setembro deste ano. O trabalho foi feito pela Comissão de Fiscalização da autarquia, formada por servidores da Prefeitura de Natal. O montante de quase R$ 17 milhões está sendo analisado pela Controladoria do Município e aguarda a liberação de recursos. Mas a maior conta a ser paga não está prevista em nenhum orçamento. São cerca de R$ 50 milhões referentes aos pagamentos previstos para as empresas terceirizadas até dezembro de 2011. O segundo relatório do grupo aponta a necessidade de mudanças urgentes na Urbana e foi entregue ao Poder Judiciário na última segunda-feira. O documento faz parte da decisão do juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública, Geraldo Antônio Mota, sobre o processo que pede a intervenção da autarquia.

Os dados apresentados pela comissão ocupam 54 páginas e analisam os contratos com as empresas Marquise/Líder e Trópicos, a situação de coleta e a disposição de lixo em Natal. O primeiro ponto elencado fala sobre o Aterro Guajiru, em São Gonçalo do Amarante, que recebe os entulhos de Natal. Conforme foi explanado pelo grupo, após as 17h não há energia nem fiscalização no local. A ausência de vigilância pode implicar na colocação de lixo por carroceiros.

O relatório da comissão enumera alguns pontos de lixo espalhados por Natal. Exemplifica a situação com os casos da Rua Jerônimo Benigno, no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, e o local conhecido como Beco do Pagode, em Santos Reis. O relatório diz que a população e os carroceiros são responsáveis pela sujeira nas ruas. Em contato com os funcionários da Urbana, a comissão escutou dos servidores que a Prefeitura não prioriza a autarquia, que faltam mão-de-obra e equipamentos próprios, além de uma fiscalização insuficiente e ineficiente.

Os 756 carroceiros voltam a ser citados no documento como um ponto negativo na organização da coleta do lixo. Parnamirim também é apontada como um dos motivos para a dificuldade de se administrar a Estação de Transbordo em Cidade Nova. O município de Parnamirim tem depositado resíduos no local por meio de uma decisão judicial que reafirma um convênio feito com Natal. Foi colocada em questão a coleta de lixo das unidades de saúde que é feita pela Urbana, mas deveria ser realizada pela SMS.

Sobre as questões financeiras, a comissão aponta que o quadro de funcionários de 1.439 pessoas custa R$ 3.358.853.45 por mês. Segundo o balanço financeiro das contas da Urbana havia até junho um saldo negativo de R$ 27 milhões. O valor é a subtração entre o que se gasta e o que se tem em caixa. Fora o prejuízo mensal, as contas da autarquia somam pouco mais de R$ 67 milhões, enquanto apenas R$ 17 milhões estão previstos no orçamento. O grupo concluiu que a Urbana é ineficiente sob aspecto financeiro e que a Taxa de Limpeza Pública (TLP) não cobre boa parte das despesas. Porém, não foi esclarecido pelo documento se toda TLP era repassada da Prefeitura para Urbana, visto que a taxavai para conta única do Município.

"Os problemas operacionais apresentados pelo quadro técnico da Urbana direcionam para a necessidade de alteração do modus operandi da Companhia. Estas alterações dizem respeito às questões de planejamento, recursos humanos, fiscalização, financiamento, equipamentos, controle e legislação", citou a conclusão do relatório. A comissão prometeu se aprofundar nos subcontratos feitos pela empresa Trópicos no próximo relatório, um dos principais pontos de investigação do Ministério Público.



http://www.diariodenatal.com.br/2011/09/14/cidades1_0.php

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Operação tapa-buraco em Natal para por falta de pagamento

Desde o mês de junho sem receber, os servidores terceirizados que realizavam a “Operação Tapa-Buraco” nas ruas Natal paralisaram as atividades. Esta informação foi confirmada pelo Secretário da Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi), Dâmocles Trinta.

O titular da Semopi informou também que a Secretaria dispõe de poucas pessoas e carros para realizar a operação, porém, aguarda um retorno por parte da Secretaria de Planejamento e Finanças ainda esta semana para regularizar a situação.

“Nós realmente paramos as atividades, pois a mão de obra disponibilizada é pequena. Atualmente estamos com apenas 60 pessoas, de 200 que tínhamos. Assim, não existem condições de continuar o serviço”, explica Dâmocles Trinta.

O secretário também explicou como é que funcionava a operação e a forma de pagamento destes servidores. “Na operação tapa-buraco eles recebiam por empreitada, ou seja, por quantidade de buracos tapados. Quanto mais fossem feitos mais esta equipe receberia pelo serviço”.

Os servidores afirmam que só vão retornar após o pagamento ser efetuado. 



http://www.nominuto.com/noticias/cidades/operacao-tapa-buraco-em-natal-para-por-falta-de-pagamento/75904/

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Mobilidade Urbana // Obras podem ser iniciadas em um mês

Com a decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Norte de retirar o município de Natal do Cadastro Único de Convênio (Cauc) e Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), as verbas destinadas às obras para a Copa do Mundo de 2014 poderão ser liberadas, dentre elas as mais urgentes como as ligadas à mobilidade urbana. Os projetos dessas obras serão enviados à Caixa Econômica Federal (CEF), a quem caberá a análise e autorização dos repasses, orçados em aproximadamente R$ 340 milhões. A Caixa tem um prazo de um mês para dar esse aval.

De acordo com o procurador-geral do município, Bruno Macedo, a liberação pode ocorrer até antes do prazo de dez dias que foi posto pelo juiz federal Vinícius Vidor. "A prefeita Micarla de Sousa está em Brasília articulando a liberação dos recursos, que estava sendo impedidos pelos registros nos cadastros do Tesouro Nacional, para que ocorram até antes do prazo", afirmou o procurador.

Segundo Bruno Macedo, a União tem 20 dias para recorrer da decisão judicial, que prevê a saída de Natal dos cadastros feitos pela Secretaria do Tesouro Nacional e impede que novas inscrições sejam feitas.

Expectativa
A saída do município dos registros do Cauc e do Cadin, dá o aval para que o primeiro lote de obras de mobilidade urbana tenha as obras iniciadas no próximo mês. Esse lote já foi licitado e aguarda o aval técnico da Caixa Econômica Federal (CEF) para que o dinheiro seja liberado e a ordem de serviço seja dada.

De acordo com o secretário de obras e infra-estrutura do município, Dâmocles Trinta, dentro de no máximo quatro semanas a ordem para o início das transformações nas vias de tráfego natalenses será dada. "Os projetos elaborados pela Semopi serão encaminhados para a CEF nesta segunda-feira. A Caixa Econômica fará a análise dos projetos em até um mês", explicou Dâmocles.

As obras serão analisadas pela CEF minuciosamente, em todas as normas técnicas e financeiras. Para Dâmocles, o prazo utilizado pela instituição bancária não irá interferir nas datas previstas para o início das intervenções. "Acredito que a CEF não fará nenhum pedido de modificação nos projetos. Estamos tendo muito cuidado, pois qualquer alteração no valor da obra, por exemplo, não será custeado pela Caixa e sim pela Prefeitura do Natal. Por isso, o projeto não pode ter falhas", apontou. 




http://www.diariodenatal.com.br/2011/08/05/cidades5_0.php

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Afinal, para onde irá o PSB?

Mesmo tendo sido orientados pela presidente estadual do partido, ex-governadora Wilma de Faria, a se desligarem da gestão Micarla de Sousa (PV) e assumirem postura de oposição, os vereadores do PSB relutam em seguir a determinação. De acordo com o líder do partido na Câmara Municipal de Nata (CMN), Júlio Protásio, a bancada socialista vai se reunir, após a volta dos trabalhos, para decidir se acata ou não a orientação de Wilma. Da bancada da sigla na Casa, somente a vereadora Júlia Arruda faz oposição à prefeita Micarla de Sousa (PV). Júlio Protásio, Adenúbio Melo, Franklin Capistrano, Dickson Nasser e Bispo Francisco de Assis atuaram, até o primeiro semestre deste ano, na base de sustentação da prefeita.



Júlio Protásio diz que assunto será discutido em reunião após recesso Foto:Fábio Cortez/DN/D.A Press
Com a proximidade da volta dos trabalhos legislativos municipais, a expectativa gira em torno de qual será a posição adotada pela legenda na Câmara. "Não posso falar pelos vereadores sem consultá-los. Vamos nos reunir para tratar do assunto. A orientação de Wilmafoi votar a favor de Natal, mas sem alinhamento político com a prefeita", destacou. Júlio e Franklin já adotam uma postura mais independente nas votações. Adenúbio, Dickson e Bispo Francisco possuem uma ligação maior com a base. A definição do PSB determinará a futura configuração política da CMN. 

Após a reunião com Wilma, ocorrida no dia 1 de julho, o vereador Bispo Francisco de Assis (PSB) deixou a vice-liderança da base governista na CMN. "Pedi aos vereadores que façam uma oposição responsável e vigilante à administração municipal. Eles se comprometeram a agir dessa forma", declarou, na época, a ex-governadora. No mesmo dia, Júlio Protásio afirmou que a bancada do partido agiria de forma independente. E disse que o projeto do partido é viabilizar a candidatura de Wilma de Faria à Prefeitura de Natal, em uma disputa contra a prefeita Micarla de Sousa, no ano que vem.


http://www.diariodenatal.com.br/2011/07/27/politica2_0.php

Rumo à Copa do Mundo de 2014, Natal está inadimplente com o governo federal

Repórter do site Contas Abertas, o jornalista Walter Guimarães descobriu o que já se desconfiava no Rio Grane do Norte: Natal está inadimplente no Cadastro Único de Convênios (CAUC) e também no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).

Por conta disso, a capital potiguar terá sérios problemas para fechar convênios com o governo federal se quiser receber os benefícios previstos para a realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014.

A cidade não é a única, no entanto, a figurar nos cadastros de inadimplências. Apenas Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, está com as contas zeradas. São Paulo, por exemplo, tem 644 restrições.

Os problemas de Natal são com o INSS, referem-se também a FGTS não recolhidos e se espalham pela Caixa Econômica Federal e pelos ministérios da Educação, do Turismo e da Fazenda. Além disso, a capital comandada (?) pela prefeita Micarla de Souza ainda está inscrita na Dívida Ativa da União.

Em resumo, trocando em miúdos: Natal terá que fazer milagres se quiser limpar a barra com o governo federal, habilitar-se a receber dinheiro da União e ser confirmada como uma das sedes da Copa de 2014.



http://www.nominuto.com/blog/brasilia-urgente/rumo-a-copa-do-mundo-de-2014-natal-esta-inadimplente-com-o-governo-federal/25469/