Mostrando postagens com marcador Lixo Urbano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lixo Urbano. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

População contribui com acúmulo de lixo na zona Sul

A Companhia Municipal de Serviços Urbanos (Urbana) não tem ideia de quanto é o volume de entulhos e de galhos e troncos de árvores resultantes de poda que são jogados diariamente nas ruas de Natal. "Não fazemos a pesagem desse material", diz o diretor de Operações da empresa, Alexandre Miranda.

Mas, são os chamados RCC - restos de construção civil e podas de árvores que estão invadindo as ruas de três conjuntos da Zona Sul de Natal - Neópolis, Pirangi e Jiqui -, contando com a colaboração dos próprios moradores que jogam nos canteiros, inclusive, eletrodomésticos e móveis em desuso.

"O povo não tem disciplina mesmo não", disse Júnior dos Santos, que é dono de uma equipadora de som automotivo na rua São Miguel dos Caribes, no Jiqui. 

Quase em frente a sua loja e a altura da Escola Estadual Lourdes Guilherme havia, ontem à tarde, um sofá e "metralha" de construção civil jogados sobre o canteiro central da via públicas. "Depois que a Urbana limpar isso aqui vamos colocar - eu e minha vizinha - uma placa avisando para não jogarem lixo", disse ele.

Dono de uma loja de produtos sertanejos na mesma rua, Johnson Carlos de Souza disse que a Urbana passa limpando tudo, "mas as pessoas fazem a mesma coisa, porque o ser humano é cruel".

A TRIBUNA D0 NORTE também flagrou, no fim da tarde de ontem, um carroceiro jogando entulhos entre os conjuntos Jiqui e Pirangi "Não tem onde jogar, a gente descarrega aqui", disse Jeando de Oliveira Pereira, que chega a cobrar de R$ 7 a R$ 10 por uma carrada de entulhos: "Só hoje deixei quatro carradas", disse ele, que descarregou o material de construção civil no canteiro situado em frente a uma lagoa pluvial.

Pereira confirmou que muitas vezes os carroceiros também jogam os entulhos num terreno situado por trás da Igreja de Santos Reis, no conjunto Pirangi. "A Urbana passa e sempre leva tudo", dizia ele.

Alexandre Miranda diz que a destinação final dos entulhos, podas e RCCs são de responsabilidade do gerador, no caso os próprios moradores ou empresas de construção civil. Ele disse que a Urbana não tem estudos sobre o volume de material recolhido todo dia em Natal, mas confirmou que, através de um amigo que fez um estudo, soube que o crescimento diário de construção civil "chega a 200 metros quadrados por dia na cidade".

Segundo Miranda, esse tipo de material não é jogado  no aterro sanitário de Ceará Mirim, mas como é um material inerte e que não traz risco ao meio ambiente, tudo que é recolhido em Natal está sendo jogado numa propriedade privada em Guajiru, também situada à margem da BR-406, que liga Natal a Ceará Mirim, mas no município de São Gonçalo do Amarante.
http://tribunadonorte.com.br/noticia/populacao-contribui-com-acumulo-de-lixo-na-zona-sul/204022

sábado, 12 de novembro de 2011

Universitários estudam novo destino para o lixo

Aproveitar os investimentos do Governo Federal para a Copa 2014 visando sanar o problema do lixo em Natal é a proposta do trabalho de quatro estudantes da Faculdade Estácio Fal, durante o Congresso Científico da faculdade. Com o tema "A destinação adequada do lixo em 2014: estamos preparados?", os alunos do curso de Administração, Valcides Coelho de Souza, Kathy Espíndola Ferreira, Elloyzzy Dallyany da Silva e Ricardo de Pádua Vieira propõem a substituição da estação de transbordo e do aterro sanitário pelo sistema Usina Lixo-Energia, a exemplo da que é utilizada em Amsterdam, na Holanda.

Segundo Valcides Coelho, além da dificuldade em destinar o lixo para o local correto, as ferramentas utilizadas pelos gestores estaduais e municipais estão ultrapassadas. "Ano passado foi aprovada a Lei de Sustentabilidade que estabelece o fim dos lixões e dos aterros sanitários. No caso do aterro, a cada 20 anos é preciso mudar o espaço onde ele está localizado, como isso vai ser no futuro? Nas nossas pesquisas descobrimos a Usina Lixo - Energia que é responsável por abastecer 100% da iluminação pública de Amsterdam. Essa ideia já está sendo estudada para ser implantada em Brasília. Penso que os nossos governantes deveriam aproveitar a verba do Governo Federal para a Copa e utilizar a mesma tecnologia no Estado", defende o estudante.

A Usina Lixo-Energia, também chamada de Waste-to-Energy (WTE), trata o lixo com temperaturas elevadas associadas a um sofisticado sistema de limpeza dos gases da combustão, que atende às normas ambientais mais exigentes. Atualmente, existem cerca de 650 destas usinas em operação nos países desenvolvidos. Além disso, os resíduos incinerados viram matéria-prima para a pavimentação de vias públicas e calçadas e ainda para utilização na construção civil.

A pesquisa do grupo de Valcides Coelho é um dos 340 trabalhos apresentados no 9ª Cientfal e 13ª Enic que tem o objetivo de desenvolver estudos científicos e de mercado que subsidiem políticas públicas e iniciativas privadas de preparação aos jogos. 
http://tribunadonorte.com.br/noticia/universitarios-estudam-novo-destino-para-o-lixo/202555

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Natal produz 796 toneladas de entulhos, diariamente

As calçadas e os canteiros de Natal estão tomados de lixo urbano. A grande quantidade de entulhos despejados em local proibido nas diversas ruas do município demonstra um antigo problema que está longe de solução. Esse ciclo vicioso envolve a população que produz o lixo, os carroceiros que recebem um "trocado" para retirá-los e o despejo irregular dos dejetos em áreas  urbanas, onde pessoas transitam entre sofás, fraldas descartáveis e  metralhas. O problema é agravado com a pequena quantidade de Ecopontos (pontos de entrega voluntária de materiais inservíveis, como entulho da construção civil e objetos volumosos) disponíveis para os despejos: apenas três para todo o município de Natal. Por dia, são mais de 790 toneladas de entulhos na cidade.

Júnior SantosEm Ponta Negra, que tem um dos mais caros IPTUs de Natal, na rua Praia de Muriú o entulho toma contaEm Ponta Negra, que tem um dos mais caros IPTUs de Natal, na rua Praia de Muriú o entulho toma conta
Em Ponta Negra, por exemplo, o problema é antigo. Um dos três ecopontos fica localizado na rua Praia de Muriú. O local é limpo e possui quatro caçambas e cestas seletivas de lixo. Mas, cerca de 500 após as cestas, a população despeja irregularmente lixo. A área, que seria de proteção ambiental, por possuir vasta flora e fauna acaba dividindo espaço com a falta de educação da população e dos descasos de alguns carroceiros que por vezes até amedrontam a população.

Foi o que aconteceu com a dona de casa Sônia Moura (56). A casa que fica em frente a um depósito irregular no Conjunto Ponta Negra enfrenta além do despejo constante de metralhas e entulhos a falta de compreensão de alguns carroceiros. "Eu, como estou em frente, procuro conversar com eles para que não façam desse espaço um  depósito irregular. Muitas vezes eles gritaram dizendo que eu não tinha nada a ver com isso", reclamou a dona de casa moradora da rua Praia de Muriú e que convive com entulhos e mau cheiro. 

Luta parecida vive uma  comerciante de Capim Macio. Segundo ela, que preferiu não se identificar, há dez anos tenta um acordo com proprietários de terrenos baldios para evitar que a rua Coronel José de Andrade não vire um ponto de despejo irregular, o que acaba atraindo ratos e outros animais que prejudicam o seu estabelecimento. "O serviço da prefeitura é falho. A punição tem que ser colocada em prática urgentemente. Todos sabem que qualquer problema começa a ser resolvido quando a população começa a 'sentir no bolso', o pior é que os vizinhos achavam que o lixo irregular era daqui", destacou.

População é responsável por serviço

Segundo a Companhia de Serviços Urbanos (Urbana) são retirados diariamente 796 toneladas de entulho das ruas de Natal. As podas de árvores somam 78 toneladas retiradas e de lixo doméstico  são 750 toneladas retiradas diariamente. 

Para o Diretor de Operações da Urbana, Alexandre Miranda, a população é responsável pela retirada do entulho e a metralha que produzem. "Temos um serviço subsidiado de R$40,75 cobrado para coleta de volumes  de até 6m³. Se a população parar para pensar, sai mais barato do que pagar um carroceiro, que em cada carroça carregam 250 litros", explicou. 

Alexandre Miranda disse ainda que são 750 carroceiros atuando em Natal, e que por se tratar de veículo de tração animal a Urbana não tem poder de decisão sobre veículo desse porte. Segundo a Urbana, os três Ecopontos da capital ainda são insuficientes para atender a demanda. "Estamos tratando exatamente estes assuntos no momento. Pretendemos pedir um orçamento maior para a criação de mais Ecopontos e ainda difundir a função deles, tornando-os entrepostos de coleta com telefones próprios para que a população solicite a coleta e para que ela seja imediata. 

Sobre a orientação e a cobrança da conscientização da população a Urbana informou que há um estudo para que o órgão passe a ter o poder de aplicar a multa na população caso a coleta e o despejo dos dejetos sejam feitos em locais proibidos. "Para isso estamos sugerindo modificação na LEI 4.748", explicou. Expandir o número de contratos de caminhões para a coleta diária é outro objetivo da Urbana. Hoje são apenas 50 para coleta de metralha, podas e entulhos e 32 para coleta do lixo doméstico.

http://tribunadonorte.com.br/noticia/natal-produz-796-toneladas-de-entulhos-diariamente/202141

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

João Bastos assume como novo presidente da Urbana

A Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana) amanheceu nesta segunda-feira (19) com novo presidente, João Bastos. Ele ocupa o cargo deixado por Sérgio Pinheiro, que estava atuando como interino e assumiu, na última semana, a titularidade da Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi).

A posse ocorreu na sexta-feira (16) durante reunião na sede da Urbana, juntamente com a diretoria do órgão e o Conselho de Administração. “A partir de agora tomarei conhecimento da realidade da Companhia e planejarei as ações necessárias para desempenhar esta nova tarefa à frente da Urbana”, informou João Bastos.

Economista formado pela Universidade Potiguar (UnP) e ex-presidente da Datanorte, o novo titular da Urbana, já atuou nesta administração municipal como titular da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), cargo que exerceu durante o período de janeiro de 2009 a junho de 2010.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Lixo e buracos invadem Vila de Ponta Negra

Lixo, buracos na malha viária e falta de infraestrutura. É com esses problemas que os moradores do histórico bairro da Vila de Ponta Negra, com mais de 300 anos de existência, convivem diariamente. Espalhados por todo o bairro, os problemas atormentam a população, que atualmente gira próximo das 30 mil pessoas. Moradores relatam até a "invasão" de ratos em algumas casas do bairro. Os problemas de lixo concentram-se, principalmente, nas áreas mais internas do bairro, como nas ruas da Floresta, Morro do Careca e 31 de Março, esta localizada ao lado do tradicional campo de futebol do Botafogo da Vila.


Resto de poda e entulho são encontrados em vários pontos. Segundo a Urbana, a coleta domiciliar está normalizada Foto:Eduardo Maia/DN/D.A Press
"Já faz uns três meses que o lixo acumulado nas proximidades do campo não é retirado. A gente corre atrás, reclama, mas não tem jeito", lamenta o líder comunitário Emanoel Damasceno, conhecido na comunidade como "Manoel do Cação". Vários restos de poda, lixo doméstico e entulhos acumulam-se ao longo da rua, alguns ao lado até de pontosde coleta de dejetos instalados pela Prefeitura do Natal. "Na minha casa eu já perdi a conta de quantos ratos já matei. Por causa do lixo eles aparecem de monte. A coleta demora demais e favorece a criação até a criação de mosquitos também, que terminam trazendo muitas doenças", afirmou a dona-de-casa Francisca Augusta Miranda, moradora da Vila de Ponta Negra há mais de 30 anos.

Na Rua da Floresta a situação não é diferente. No entroncamento com a travessa José de Bilinha, o lixo acumula-se da mesma forma. "Aqui não adianta, é a Urbana limpar e a população sujar tudo de novo. Também falta um pouco de consciência no povo", disse uma moradora, que não quis se identificar.

Segundo o diretor de operações da Urbana, Alexandre Miranda, o serviço da companhia está sendo feito, como foi confirmado pela população do bairro. "A coleta de lixo doméstico, que é a única atribuição da companhia, está normal. Mas, o povo ainda tem a cultura de que a limpeza de uma forma geral tem que ser feita pela Urbana, o que não é verdade", explicou.

Ao longo da mesma rua, outro grave problema surge: a malha viária. Os inúmeros buracos espalhados nas ruas da Floresta, Morro do Careca e Vereador Manoel Sátiro - vias por qual passam os ônibus e alternativos que suprem o bairro - atrapalham tanto quem depende do serviço público como quem trabalha pelo bairro. "O meu carro e as motos que uso para entrega no meu mercado passam por manutenção praticamente todo mês, por causa dos buracos. A quantidade de dinheiro que estou gastando não compensa mais oferecer este serviço", afirmou o comerciante Damião Lustro.

Ex-presidente do conselho comunitário, "Manoel do Cação" lamenta a atual situação da infraestrutura do bairro. "O abandono está chegando ao extremo. Falta iluminação pública nas ruas, não temos uma praça sequer. O que me dá mais tristeza é olhar para o lado e ver, por exemplo, o conjunto Alagamar muito melhor estruturado. Fica parecendo que moramos em uma favela, infelizmente", afirmou Emanoel.
http://www.diariodenatal.com.br/2011/08/11/cidades4_0.php