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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

http://tribunadonorte.com.br/noticia/ufrn-e-ufersa-no-grupo-das-melhores/203103

O Ministério da Educação divulgou na tarde de ontem a relação do Índice Geral de Cursos (IGC) que avalia com conceito de 1 a 5 as instituições de ensino superior do país. Das 2.176 universidades e faculdades avaliadas, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Federal Rural do Semi-Árido obtiveram IGC 4, e estão entre as 158 melhores do país. Das 683 instituições com conceito 1 e 2, considerado insatisfatório pelo MEC, oito são do RN. 

"Observamos que a UFRN melhorou de uma maneira geral dentro da avaliação do IGC de 2010 para esse ano, que foi divulgado ontem. O nosso IGC permaneceu 4,  mas foi observado que no contínuo passamos de 341 para 349 pontos", destacou o Pró-reitor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Adelardo Medeiros. O IGC engloba notas de 0 a 500, e os 349 pontos da UFRN remetem a nota 4 no IGC, segundo explicações de Adelardo Medeiros.

De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério da Educação, o Índice Geral de Cursos (IGC) é uma das medidas usadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) para avaliar as instituições de educação superior, públicas e privadas. O IGC é um indicador expresso em conceitos, com pontuação variável de um a cinco pontos. Uma instituição que obtenha de três a cinco pontos atende de forma satisfatória; abaixo de dois a atuação é insatisfatória. O IGC de uma instituição é resultado da média ponderada do Conceito Preliminar de Curso (CPC), indicador de avaliação de cursos de graduação, e obedece a um ciclo de três anos, em combinação com o resultado do Enade, que mede o desempenho dos estudantes. 

Segundo o Pró-reitor adjunto da UFRN todos os cursos da área da saúde que foram avaliados obtiveram notas excelentes no provão do Enade.   "Dos 13 cursos avaliados, cinco tiveram nota 5 no  provão. Foram eles Biomedicina, Farmácia, Medicina, Odontologia e Enfermagem do Campus Natal. Além disso,  o curso de Biomedicina obteve nota 5 no Enade e 5 no Conceito Preliminar de Cursos (CPC)", observou o professor Adelardo Medeiros. Para  conquistar nota 5 no CPC o curso de Biomedicina foi bem avaliado em quesitos como instalações e infraestrutura, projeto pedagógico e o corpo docente.

Segundo o pró-reitor adjunto da UFRN fazer com que a instituição faça parte do grupo das melhores instituições do país requer muita dedicação dos administradores. Segundo ele toda a educação do Rio Grande do Norte depende de uma certa forma da UFRN. "Sempre que se inicia um ano letivo, buscamos identificar as áreas que precisarão de um ajuste ou melhoria para que a universidade mantenha o padrão de qualidade ou possa ultrapassá-lo", explicou. 

Segundo ele, a UFRN é responsável pela educação de todo o Estado, já que de lá saem os Mestres e Doutores que ensinarão nas demais instituições do RN, por esse motivo a meta é chegar ao IGC 5 nos próximos anos. As universidades do país que tiveram nota máxima no IGC apresentado pelo MEC são dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Santa Catarina, entre elas estão a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual de Campinas, ambas com IGC 5. As Universidades Federais do Ceará (UFCE) e de Pernambuco (UFPE) também foram avaliadas com IGC 4.

AVALIAÇÃO

No Rio Grande do Norte oito instituições tiveram IGC 2. As instituições que tiveram nota insatisfatória serão supervisionadas pelo Governo Federal. A assessoria de comunicação do MEC informou na tarde de ontem que as instituições que tiveram conceito 2 ou 1 não significa que todas as universidades podem fechar. Apenas que elas serão avaliadas e o podem ter que passar por mudanças na estrutura dos cursos para que passem a atingir a melhora da instituição no índice do IGC, como por exemplo reduzir o número de alunos nos cursos ou ter que contratar mais professores mestres e doutores.

QUALIDADE DO ENSINO
Índice Geral de Cursos das instituições de ensino superior no RN

Conceito 4 e 5 - BOM

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - IGC 4
Universidade Federal Rural do Semi-Árido - IGC 4

Conceito 3 - RAZOÁVEL

Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) - IGC 3
Universidade Potiguar (UNP) - IGC 3
Faculdade de Ciências, Cultura e Extensão do Rio Grande do Norte (FACEX) - IGC 3
Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte (FARN) - IGC 3
Faculdade de Natal (FAL) - IGC 3
Faculdade Natalense de Ensino e Cultura (FANEC) - IGC 3
Faculdade de Excelência Educacional do Rio Grande do Norte (FATERN) - IGC 3
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte - IGC 3

Conceito 1 e 2 - INSATISFATÓRIO

Faculdade de Ciências Empresariais e Estudos Costeiros de Natal - IGC 2
Faculdade de Ciências e Tecnologia Mater Chisti -  IGC 2
Faculdade União Americana - IGC 2
Faculdade Câmara Cascudo - IGC 2
Faculdade do Seridó - IGC 2 
Faculdade Católica Nossa Senhora das Vitórias - IGC 2
Faculdade Católica Nossa Senhora das Neves - IGC 2
Faculdade Católica Santa Terezinha - IGC 2

http://www.natal.rn.gov.br/secom/paginas/ctd-942.html

domingo, 18 de setembro de 2011

Câmara aprova limite de alunos em sala de aula


BRASÍLIA -. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou na quarta-feira proposta que limita o número de alunos por professor nas salas do ensino infantil, básico e fundamental. O projeto estabelece que turmas do ensino médio e dos quatro anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) não ultrapassem os 35 alunos. Já turmas dos primeiros cinco anos do fundamental serão limitadas a 25 estudantes. Aprovada em caráter terminativo na comissão, a proposta vai agora para o Senado.
O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases, que não estabelece limite de alunos. Para creches e pré-escola, os novos parâmetros variam por faixa etária: cinco crianças de até 1 ano por professor; oito de 1 a 2 anos; 13 de 2 a 3 anos; e 15 de 3 a 4 anos. Para crianças de 4 a 5 anos, o limite é de 25 alunos por adulto. As mudanças valeriam para o ensino público e o privado.
A proposta foi redigida na Comissão de Educação da Câmara pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP), com base em projetos de Jorginho Maluly (DEM-SP) e Leonardo Quintão (PMDB-MG). Eles dizem que a limitação de alunos por professor acabaria com a superlotação e garantiria mais qualidade de ensino.
O MEC não comentou a proposta. Nos bastidores, especialistas da pasta dizem que ela é inconstitucional, por gerar novas despesas sem apontar fonte de custeio para a contratação de mais professores, entre outras medidas necessárias.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Melhores escolas públicas do Enem são federais, militares ou de ensino técnico

Todas as escolas públicas que compõem a lista das 100 melhores no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 têm modelo de organização diferenciado e boa parte está vinculada às universidades públicas. Ainda fazem parte desse grupo os colégios militares, os institutos federais de Educação Profissional e as escolas técnicas estaduais. 

Nenhuma delas é uma unidade da rede estadual com oferta regular. Os chamados colégios de Aplicação, ligados às faculdades de Educação de universidades públicas, sempre ocupam posição de destaque nos rankings do Enem. O da Universidade Federal de Viçosa (UFV) é o oitavo com o melhor resultado em todo o país em 2010. A média obtida pela escola mineira foi 726,42 pontos, levando em conta as notas das provas objetivas e a redação - enquanto a nacional é inferior a 600 pontos.

Para Mozart Neves Ramos, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), o bom resultado dessas escolas se deve, em grande parte, ao modelo diferenciado de organização, à qualidade dos professores e à infraestrutura . “Em primeiro lugar, as escolas de aplicação não têm a mesma estrutura de carreira para seus profissionais do que uma escola pública comum. Em geral, os professores têm mestrado, doutorado e são ligados às universidades. São escolas quase de tempo integral, o aluno fica o dia inteiro em laboratórios que funcionam”, explica Ramos.

Outra diferença é que, em muitos casos, os colégios de aplicação selecionam seus alunos por meio de uma prova, já que a procura é maior do que a oferta de vagas. Nesse caso, o próprio corpo discente já tem um nível mais alto do que em uma escola comum, que não escolhe os alunos que serão matriculados.

Também aparecem com destaque na lista das melhores escolas públicas os colégios militares e os institutos federais que oferecem o ensino médio integrado à educação profissional. Em Brasília, a escola pública com nota mais alta no Enem é o Colégio Militar. A nota média da escola foi 637 pontos, com taxa de participação de 55% dos alunos. Para o vice-diretor do colégio, coronel Samuel Pureza, o bom resultado é fruto da proposta pedagógica.

“Procuramos incutir nos nossos alunos valores e a busca de ideais. Aqui não é um cursinho que oferece técnicas para passar no vestibular. É todo um contexto que busca formar para a cidadania. Além disso, temos um quadro de professores competentes que ajudam os alunos a alcançar seus objetivos”, diz.

Aluna do 3° ano do colégio, Allana Ribeiro, de 17 anos, vai participar do Enem pela primeira vez neste ano. Ela pretende utilizar o resultado da prova para tentar uma vaga na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Já estudei em escolas públicas e particulares e posso dizer que o nível aqui é excelente. Além disso, as mensalidades nas escolas particulares de Brasília são absurdas. Aqui temos uma preparação completa, a escola valoriza tanto a formação intelectual quanto a física”, acredita.

Conhecido por sua disciplina rigorosa, o colégio também estimula a participação dos alunos em diversas competições escolares como olimpíadas de química, física e matemática. Segundo Pureza, não há nenhum tipo de preparação específica para o Enem. A maior parte das vagas é para filhos de militares e algumas são oferecidas à comunidade por meio de seleção. Em 2010, 323 estudantes se inscreveram para tentar uma das cinco vagas para o 1° ano do ensino médio que estavam disponíveis.

http://www.nominuto.com/noticias/brasil/melhores-escolas-publicas-do-enem-sao-federais-militares-ou-de-ensino-tecnico/76519/

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Construtivismo não é o vilão

"Atribuir o analfabetismo da população e o fracasso escolar ao fato das escolas utilizarem a teoria construtivista como referencial para seus projetos pedagógicos é um grande equívoco porque o referencial construtivista e a psicogênese da língua escrita, continuam distantes da massificação nas escolas brasileiras". A declaração é da educadora e coordenadora do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), Cláudia Santa Rosa, sobre matéria publicada na última edição de O Poti. Nela, especialistas que participam hoje, pela manhã, do Seminário Internacional de Alfabetização, no auditório Angélica Moura (Seec), responsabilizam o construtivismo pelo fracasso da educação brasileira.


Além dos números : Cláudia diz que é preciso conhecer a realidade das escolas Foto:Ana Amaral/DN/D.A Press
Segundo Cláudia Santa Rosa não basta conhecer a realidade da escola brasileira apenas pelos números de pesquisas, é preciso chegar mais perto e saber o que acontece no chão das escolas estatais. "Porque por mais esforçados que sejam os professores, desconheço se houve um tempo emque a maioria conseguiu implementar práticas de alfabetização, guardando tamanha fidedignidade à Teoria Construtivista", justificou Santa Rosa.

Na verdade, acrescenta a educadora, os métodos Alfabético-Silábico e até mesmo o Fônico, em termos práticos, sempre foram majoritários nos fazeres dos professores brasileiros, inclusive de uma parte daqueles que algum dia se considerou construtivista. "Tudo o que se intenciona massificar é um equívoco. Raros serão os casos em que um único método de ensino atenderá as necessidades de todas as crianças de uma mesma sala de aula. Logo, não se respeita a diversidade de uma sala de aula e insiste na ideia de que todas as crianças aprendem do mesmo jeito certamente produz mais fracasso do que a centralidade da prática num determinado método de alfabetização".

De acordo com Santa Rosa, compreender a função social da escrita é um passo fundamental para a criança fazer a relação entre letras e sons, portanto, alfabetizar-se. Essa compreensão acontece cada vez mais cedo entreas crianças das escolas particulares, por terem em suas casas um ambiente cercado por muitos portadores de textos, realidade próxima a das crianças dos países desenvolvidos, cujos índices de leitura da população são altos e incomparáveis ao caso brasileiro. Nesses lugares ser alfabetizado acontece apoiado pelo contexto cultural e não se pode dizer que é, isoladamente, por obra de um método.

Na perspectiva construtivista, diz Cláudia Santa Rosa, a alfabetização se dá a partir da atividade de pensar sobre o que se deseja comunicar e sobre como fazê-lo, através da escrita. São atividades planejadas e mediadas pelo professor, a quem caberá sempre a tarefa de avaliar qual é o método que melhor atenderá. Mas para isso precisa de preparo e conhecimento.

Na visão de Santa Rosa, dois grandes problemas comprometem o processo de alfabetização das crianças das escolas públicas. O primeiro é o fato de a educação infantil ainda não ter sido universalizada para as classes populares, tampouco os projetos pedagógicos de 100%dos centros de educação infantil estão qualificados para promoverem o processo de alfabetização. "É fundamental compreendermos que as escolas privadas não alfabetizam as crianças exatamente aos 6 anos e sim ao longo da Educação Infantil e dos dois primeiros anos do ensino fundamental".

O outro problema é que alfabetizar não é o mesmo de dar aulas. "A falta de formação específica do professor alfabetizador e a rotatividade, produz o analfabetismo infantil".


http://www.diariodenatal.com.br/2011/08/09/cidades6_0.php

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Construtivismo na berlinda

A teoria construtivista, que predomina na educação brasileira, não é comprovada pelos estudos científicos feitos em diversos países ao longo dos últimos vinte anos. As pesquisas, ao contrário, mostram que para uma alfabetização rápida e eficaz é essencial o desenvolvimento da capacidade de relacionar as letras aos sons correspondentes, o que ocorre mais facilmente quando as crianças recebem orientações claras sobre isso.


Especialistas sugerem que se promova a leitura em voz alta desde a pré-escola Foto:Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
Estas são algumas das conclusões que serão apresentadas por especialistas em alfabetização em seminário internacional que se realiza dia 9, no auditório Angélica Moura, da Secretaria estadual de Educação, em Natal. O tema é mais que oportuno num país onde metade das crianças chega ao 5º ano sem saber ler e escrever frases simples, segundo resultados da Prova Brasil. A situação é pior no Rio Grande do Norte, onde o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do 5º ano é de 3,4, bem abaixo dos 4,4 da média nacional.

"Não podemos continuar negando as evidências cientificas e acreditar que 50% das crianças brasileiras são incapazes de aprender a ler por serem pobres, que não haja nada de errado com nossos métodos", diz João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto (IAB), organizador do seminário. "Os estudos mostram que pobreza não atrapalha alfabetização, mas estratégias equivocadas, sim. Não há razão para a escola pública não ensinar a ler aos 6 anos, como a privada. Não fazê-lo prejudica todo o desempenho escolar posterior, num mecanismo perverso de reprodução da pobreza".

Nos últimos 15 anos, governos de vários países (EUA, França, Inglaterra, Brasil e Portugal) criaram grupos de cientistas para estudar as melhores estratégias de alfabetização. Professor da Universidade Livre da Bélgica e palestrante do seminário, José Morais integrou três desses grupos, inclusive do brasileiro. Ele é categórico em afirmar que toda a pesquisa e experiência prática internacional mostram que compreender a relação entre fonema (som) e grafema (letra) é o primeiro passo para a alfabetização e indicam que essa aprendizagem depende de orientações e exercícios explícitos.

A outra palestrante, Tatiana Pollo, pesquisadora brasileira com doutorado premiado na Universidade de Washington, testou as fases da alfabetização previstas pelo construtivismo e constatou que não se verificam. Seus estudos confirmaram, entretanto, a importância dos conhecimentos implícitos, ou seja, aqueles que as crianças adquirem pelo contato com a língua escrita já antes de saberem ler: "O contato com textos facilita a alfabetização, embora não substitua as orientações sobre os sons das letras", diz Pollo.

Por isso, os especialistas su-gerem que se promova, desde a pré-escola, a leitura em voz alta para as crianças e a exposição visual delas a textos, além de exercícios lúdicos com rimas e divisão de palavras, para desenvolver a consciência dos sons da língua. Na fase de alfabetização, a recomendação é intercalar exercícios de leitura e decodificação de textos simples com leitura em voz alta e contato visual com textos mais complexos. 


http://www.diariodenatal.com.br/2011/08/07/cidades3_0.php


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Governo vai construir oito centros profissionalizantes no RN


De Francisco Francerle para a redação do Diário de Natal
Em um prazo de dez meses, oito municípios do Rio Grande do Norte, a maioria na região metropolitana de Natal, serão contemplados com a construção de Centros de Educação Profissional que vão incrementar a qualificação profissional de milhares de jovens do Ensino Médio, de acordo com as características produtivas de cada região. O investimento será de R$ 55 milhões. A ordem de serviço foi assinada ontem pela governadora Rosalba Ciarlini e as secretárias Betânia Ramalho (Educação) e Kátia Pinto (Infraestrutura), além de prefeitos das cidades contempladas e empresas responsáveis pela execução das obras.

Os municípios contemplados são Natal, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante e Ceará-Mirim, na região metropolitana da capital, além de Tibau do Sul, Alto do Rodrigues e Mossoró. Os centros são voltados a estudantes jovens e adultos e irão oferecer cursos de Ensino Médio Integrado (Nível Médio Regular associado com Ensino Técnico Profissional) e modalidades subsequentes (cursos profissionalizantes), tendo como base os arranjos produtivos regionais.

Para a governadora Rosalba Ciarlini, através do ensino profissionalizante, o estado poderá desenvolver seu grande potencial a partir das vocações naturais e chegar a ser um dos estados de melhor renda per capita do Nordeste. "E o caminho para isso é unir educação e trabalho, o que virá com a criação dos centros de Educação Profissional".

A secretária Betânia Ramalho ressaltou a importância da educação profissional no atual modelo de ensino do país. "É um resgate de uma dívida antiga com a população de jovens e adultos que têm agora a alternativa de desenvolver as habilidades para o trabalho através desta nova via de formação técnica".

Os Centros de Educação Profissional terão 5.400 metros quadrados de área construída e contarão com 12 salas de aula, seis laboratórios, auditório com capacidade para 200 pessoas, biblioteca, quadra poliesportiva com capacidade para 500 pessoas e centro de convivência. Dos oito Centros que estão recebendo ordens de serviços apenas o de Parnamirim já havia sido iniciado, estando ainda em sua estrutura de fundação.

Para Betânia Ramalho, não será fácil formar jovens para o mundo do trabalho, quando a tradição é a formação formal. Mas para isso, o Governo do Estado vai contar com o know-how de grandes instituições de ensino como a UFRN, UERN, IFRN e o Sistema "S" (Sesc, Senac, Senai).. "Pretendemos criar uma rede de formação técnica em parceria com essas instituições para os centros terem uma excelente qualidade de ensino", destacou a governadora.

Representando os municípios contemplados com os centros, o prefeito de Tibau do Sul, Edmilson Inácio da Silva ressaltou a importância dos centros para o futuro profissional da juventude que, muitas vezes, tem vagas de emprego no próprio município, mas não tem qualificação para assumir os cargos. Ele citou o exemplo de Tibau que tem em Pipa um dos principais roteiros turísticos do país. "Precisamos de mão de obra especializada que muitas vezes vem de fora", justifica o prefeito, acrescentando que o centro de Tibau do Sul vai beneficiar um grupo de, pelo menos, mais cinco municípios a partir de Arês, Goianinha, Vila Flor, Canguaretama e Baía Formosa, que serão beneficiados.

INVESTIMENTOS

Macaíba e São Gonçalo do Amarante - R$ 10.938.295,90 (empresa Ecocil)
Parnamirim - R$ 5.460.016,23 (empresa AR).
Natal (Pitimbu) - R$ 5.246.922,31 (empresa BMB)
Mossoró e Alto do Rodrigues - R$ 11.005.931,18
Tibau do Sul - R$ 5.511.973,58 (empresa MK)
Ceará-Mirim - R$ 5.401.469,33
(A Gaspar)

Especialidades dos centros

São Gonçalo
Curso Técnico em Estrutura Aeroportuária e Eletrotécnica

Natal (Pitimbu)
Técnico em Petróleo e Gás, em Biocombustível e em Petroquímica

Parnamirim
Técnico em Sistema a Gás, em Agroecologia e em Biocombustível

Mossoró

Técnico em Segurança no Trabalho, em Biocombustível e em Petróleo e Gás

Macaíba

Técnico em Edificações, em Desenho de Construção Civil e em Segurança no Trabalho

Ceará-Mirim
Técnico em Açúcar e Álcool, em Agroindústria e em Comércio Exterior.

Tibau do Sul
Técnico em Turismo, em Serviços de Bar e Restaurante e em Meio Ambiente. 

sábado, 11 de junho de 2011

MP quer merenda apenas para alunos

Em um dos trechos do midiático discurso da educadora natalense Amanda Gurgel consta, de maneira irônica, que professor nenhum deveria comer na escola porque o "Ministério Público vem e diz que a merenda é só para os alunos". O posicionamento da instituição se mostrou oficial ontem, quando o Ministério Público Estadual (MPE) e o Federal (MPF) publicaram recomendação para que gestores de escolas públicas estaduais em Natal apliquem os recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) somente na aquisição de alimentos para merenda de alunos da educação básica.

Os gestores devem evitar o desperdício de alimentos, proibindo, também, o uso dos gêneros em favor de pessoas não abrangidas pelo programa - leia-se professores, servidores estaduais e funcionários terceirizados, como as merendeiras.

A recomendação é inaplicável, argumenta Josete de Paula, diretora regional de alimentação escolar da região metropolitana de Natal, que compreende 218 escolas em Natal e Grande Natal, ligada à Secretaria Estadual de Educação (Seec). "A orientação que recebemos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é que a alimentação é um direito adquirido dos alunos", relata. "Mas se torna impossível controlar, num universo de quase 900 escolas em todo o Estado, que um professor que está em sala de aula ou corra de uma escola para outra, deixe de se alimentar. Não temos instrumentos para coibir que um servidor ou mesmo merendeira deixem de se alimentar".

Segundo a diretora regional, em programas como o Mais Educação, quando o aluno passa o dia na escola, entra de manhã, toma lanche às 9h, almoça no colégio e continua as atividades até o fim da tarde, chega a ser "desumano" proibir o fornecimento de comida aos professores, que acompanham os alunos o dia inteiro.

O procurador regional dos direitos do cidadão Ronaldo Sérgio Chaves Fernandes, que assina a recomendação, relatou que "os valores repassados para alimentação por cada aluno matriculado são pequenos. Se os alimentos ainda forem desviados para outras pessoas, os alunos podem ter prejuízo não só na alimentação, mas até mesmo no desempenho escolar". Além dele, a promotora de Justiça Carla Campos Amico assina a recomendação, como integrante do MPE.