terça-feira, 29 de junho de 2010

MPE quer informações sobre demolição

O Ministério Público Estadual (MPE) decidiu pedir, oficialmente, informações sobre o fechamento e posterior demolição da creche Kátia Fagundes Garcia, que funcionava há mais de duas décadas no Centro Administrativo de Lagoa Nova, para dar lugar ao novo estádio a ser construído em Natal para receber jogos da Copa do Mundo de 2014.
A promotora de Defesa da Educação, Zenilde Alves abriu inquérito civil para apurar o motivo e responsabilidades pela suspensão das aulas na creche, que ocorreu em meados de maio, com a promessa de que na segunda-feira passada, as 160 crianças voltariam a ser atendidas numa casa alugada pela prefeitura no Alto da Candelária.
Zenilde Alves está pedindo informações ao  Movimento de Integração e Orientação Social (Meios), ONG que administra a creche, para que informe o motivo da demolição do prédio, “sem antes ocorrer a devida transferência para outro prédio”, inclusive informando de quem partiu a ordem. Além disso, a promotora pede a data exata do retorno das aulas da creche.
A assistente de consultório Manuela do Nascimento era uma das mães beneficiadas com o  funcionamento da creche, onde tinha, desde o ano passado, um filho de quatro anos. Ela reclama que a criança deixou de aprender alguma coisa - “antes de entrar na pré-escola no próximo ano” - pois já terá completado cinco anos. Ela também não tem como pagar uma pessoa para cuidar do menino.
“Minha mãe é empregada doméstica e está levando meu filho para o trabalho”, disse Manuela do Nascimento, que até maio tinha como deixar o filho na creche pelo menos um expediente, das 7 h às 11h.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Central de São João em Natal: Uma boa idéia!

Ontem, no Plenário da Câmara Municipal, o vereador professor Luis Carlos se pronunciou sobre a dificuldade em se fazer uma festa junina em Natal.
A característica de nossa cidade com relação às festas juninas e julhinas é a pequena festa de bairro... Aquela feita pela comunidade e cotizada entre vizinhos, que valoriza a tradição!
Mas, como já havia postado aqui no blog, há uma dificuldade grande para realização desse evento de pequeno porte.
Ao todo são cinco secretarias e uma fundação municipal, além do Comando de Policiamento Metropolitano que se precisa percorrer, num processo que demora uma semana para se obter os documentos necessários para dar entrada na liberação do evento!
Isso fora as taxas cobradas...
É muito desgastante!
Em nossa cidade é tradição comemorar os santos juninos com muita comida de milho e animação, geralmente feita de forma amadora, numa clara manifestação cultural popular... Arrisco a dizer que o mês de junho (e julho também) são mais representativos para nós do que o mês de dezembro, durante a comemoração do Natal, quando o poder público enfeita a cidade para a época.
Em junho são os moradores que se empenham nesse sentido, mesmo que não haja auxilio do poder público.
Diante disto, o vereador sugeriu que a Prefeitura de Natal abra uma Central do São João nos meses de maio e de junho, onde o cidadão terá à sua disposição todas as secretarias envolvidas no evento, dando agilidade e apoio na organização de festas sem fins lucrativos.
Claro que a implementação dessa Central só seria em 2011, mas a idéia já foi lançada e o vereador fez questão de propor isso através de requerimento, que será enviado a Prefeitura de Natal nos próximos dias.

Cadê o Auto Atendimento do BB de Candelária?

Há duas semanas o Auto Atendimento do Banco do Brasil, instalado em frente ao CPD de Candelária foi retirado do local.
Anteriormente já haviamos postado que essa estrutura estava quase abandonada... Primeiro pifou o ar-condicionado enão foi consertado. Depois vieram as falhas no abastecimento de cédulas e papéis. Depois foi a paralização total dos serviços para então ser retiradas as instalações...
E agora?
Alguns vizinhos me informaram que os equipamentos seriam substituídos por algo mais moderno.
Vamos aguardar!

terça-feira, 22 de junho de 2010

O cheiro e sabor do São João

                      
 Rodrigo Sena                                         

















Quando a canjica está pronta dá até pra sentir o cheiro de São João. Entre os quitutes derivados do milho que são vedetes da época junina, sem dúvidas, a canjica está disparada na frente no gosto popular.Em Sônia e Mílvia, a canjica é o item mais concorrido do mês.

Uma mistura aparentemente simples de milho ralado, açúcar, sal, leite de coco e manteiga, se transforma em um delicioso prato especialmente saboreado no São João.

Para muitas quituteiras de Natal a época é de faturar com encomendas. Para o buffet Sônia & Mílvia a época é de muito trabalho. “Estamos trabalhando com 1220 espigas de milho por dia para atender a demanda de encomendas e vendas”, afirma a banqueteira Sônia Varela, que comanda o buffet ao lado da irmã Mílvia.

Até o próximo dia 30 de junho,   após os festejos de São Pedro o ritmo de trabalho promete ser intenso. “Estamos servindo cerca de 180 porções de canjica por dia, sem falar em mais de 200 pamonhas e 400 kg de bolo”, conta D. Sônia, destacando outros produtos do cardápio.

Sônia esclarece que o processo de produção é praticamente artesanal, idêntico aos ensinamentos repassados por sua mãe. “Não tem mistério, o cuidado é no preparo. A nossa canjica mantém a receita original da minha mãe. Faço como ela fazia.”, explica.

Dicas para a utilização de ingredientes e condicionamento da canjica também são importantes para que a autêntica canjica chegue à nossa mesa com o seu sabor característico. “Dizem que canjica mal feita tem gosto de sabão. As pessoas cometem pequenos erros e acabam comprometendo o sabor”, ensina Sônia, que repassou dicas importantes destacadas no fim da matéria.

O requinte artesanal na produção inclui até o uso da ‘urupema’ - uma peneira feita de palha de carnaúba - para peneirar o xerém do milho. “Isto ajuda a não deixar o gosto de ranço na comida, diferente de um objeto de alumínio”, explica Sônia. A escolha correta das matérias-primas também é importante para dar o sabor autêntico aos pratos. O ingrediente mais importante de junho, o milho, deve ser o verde “inchado”, segundo Sônia: nem seco nem muito verde, que dá a consistência e o sabor ideais a canjicas, pamonhas e bolos. Junta isso ao leite de coco ‘in natura’, e é certeza de guloseima bem feita.

Os preços variam entre R$ 10,00 e R$ 15,00.

A rotina de trabalho não é diferente para a Nick Buffet, que também oferece uma das canjicas mais gostosas da cidade. Segundo D. Ignêz Motta, a casa está preparada para atender a demanda do período. “O movimento na venda de canjicas é mais intenso no período junino. Vamos fazendo de acordo com a demanda de pedidos. O trabalho não para porque canjica não se pode armazenar e muita gente prefere desgustá-la ainda quentinha”, avisa a banqueteira.

O preço da canjica na Nick Buffet variam entre R$ 2,50 (mini-canjica) à R$ 15,00.

Sem errar a mão

» Não armazenar a canjica em depósitos de alumínio.

» A canjica tem uma vida útil de 24h.

» Não substituir manteiga por margarina.

» Não utilizar leite de coco industrializado

» Optar pelo milho de boa qualidade. De preferência o “verde inchado”.

» Cuidado com a dosagem de açúcar e sal na receita.

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/o-cheiro-e-sabor-do-sao-joao/151550

Sobrepeso atinge quase metade dos natalenses

O hábito de substituir as refeições por lanchinhos calóricos unido àquela preguicinha de sair de casa para fazer uma atividade física tem gerado consequências preocupantes à população de Natal. De acordo com uma pesquisa publicada pelo Ministério da Saúde, 45,5% dos natalenses estão com excesso de peso e 13,3% estão obesos. O levantamento mais recente aponta que de 2006 a 2009 a proporção de brasileiros com sobrepeso subiu de 42,7% para 46,6%. O percentual de obesos cresceu de 11,4% para 13,9% no mesmo período. Os dados foram apurados pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que entrevistou 54 mil adultos.

Preferência por lanches rápidos é apontada entre fatores determinantes
O endocrinologista André Gustavo Sousa atribui esses altos índices a três fatores principais, a alimentação inadequada, o sedentarismo e o envelhecimento da população. "Hoje em dia as pessoas se alimentam muito emfast food, que servem comidas altamente calóricas. Associado a isso, o sedentarismo. São muitas as razões apontadas, como falta de tempo, mas é importante encontrar um espaço na agenda para atividade física. O terceiro fator é o menos considerável, diante dos outros, que é o envelhecimento da população", afirmou.

A Vigitel 2009 aponta que 51% dos homens e 42,3% das mulheres têm excesso de peso. O estudo mostra que entre os homens, a situação é mais comum a partir dos 35 anos, mas chega a 59,6% de 55-64. Na população feminina, o índice mais que dobra na faixa etária dos 45 aos 54 anos (52,9%) em relação a 18-24 anos (24,9%). Já a prevalência da obesidade entre homens quase triplica do grupo etário de 18 a 24 anos (7,7%) para 55 a 64 anos (19,9%). Quando se levam em consideração só as mulheres, o índice aumenta mais de três vezes na comparação das duas faixas etárias: de 6,2% para 21,3%.


Doenças

Para reduzir o número de obesos, e também reduzir as doenças que acompanham a obesidade, como hipertensão e diabetes, a orientação do endocrinologista André Sousa é tentar reverter os fatores que estão desencadeando o problema. "O grau de gravidade da obesidade varia e é preciso analisar se existem outras doenças, tratar caso a caso. Mas, de forma geral, a orientação é procurar uma alimentação mais saudável e fazer atividade física. Isoladamente, esses dois fatores já já têm uma grande eficácia", orientou.

Quadro nas capitais:
Aracaju - 47,4%
Belém - 44,2%
Belo Horizonte - 39,9%
Boa Vista - 49,1%
Brasília - 36,2%
Campo Grande - 50,8%
Cuiabá - 46,7%
Curitiba - 45,5%
Florianópolis - 45,0%
Fortaleza - 47,0%
Goiânia - 45,8%
João Pessoa - 42,9%
Macapá - 43,5%
Maceió - 41,5%
Manaus - 45,6%
Natal - 45,5%
Palmas - 37,7%
Porto Alegre - 46,1%
Porto Velho - 48,8%
Recife - 45,6%
Rio Branco - 52,2%
Rio de Janeiro - 50,4%
Salvador - 45,3%
São Luís - 40,3%
São Paulo - 50,5%
Teresina - 39,4%
Vitória - 46,3%

Vereadores, MP e sociedade discutem superpopulação de gatos em Natal

Uma audiência pública na Câmara Municipal de Natal discutiu, nesta manhã (22), a superpopulação de gatos na cidade, suas consequências para a saúde e formas de combate. A audiência foi sugerida pelo vereador Franklin Capistrano (PSB), presidente da Comissão de Saúde, em parceria com o Ministério Público.

Audiência nesta manhã debateu a superpopulação de gatos em NatalA superpopulação de felinos ameaça a saúde humana, através da disseminação de doenças, como a toxoplasmose, a segurança pública e o meio ambiente. De acordo com o propositor do debate, Franklin Capistrano, a solução seria trabalhar com a medicina preventiva.

O representante da Secretaria de Saúde, Diógenes Soares da Silva, explicou que a intenção é solucionar o problema e que para isso é necessária uma análise da questão. O Centro de Zoonose elaborou um diagnóstico sobre a situação da população de felinos no Parque da Cidade. Segundo o diagnóstico, as pessoas levam comida caseira em quentinhas e água em recipientes. O Centro de Zoonoses se posiciona contra a matança dos felinos e a favor da castração e da posse responsável. “Hoje temos uma população de 37.455 gatos em Natal e isso é também um reflexo do abandono ao animal”, declara.

A promotora de Justiça, Rossana Sudário, ressaltou a necessidade de uma campanha informativa nos veículos de comunicação. “Através de verba publicitária podemos informar e educar a população quanto aos riscos. Vivemos em sociedade e precisamos saber que nossas ações provocam resultados”, explica.

A presidente da Associação de Proteção aos Animais (Amimais), Liana Monteiro, explicou que os animais estão sendo criminalizados. “Deixar de alimentar os animais não resolve o problema, pois se todos deixarem de alimentar os gatos vão morrer. Recomendamos um mutirão de esterilização humanitária, no entanto é preciso uma estrutura organizada para isso”, relata. Liana também alertou para a importância da educação ambiental nas escolas.

A promotora Elaine Cardoso, que atua na defesa da saúde, comenta que “se alguma pessoa gosta de animais e se preocupa em cuidar deles, a melhor alternativa é adotar um animal e não apenas colocar comida na rua; pois esses gatos, apesar de alimentados, continuam sem cuidados veterinários, sem vacinas e sem controle sanitário”.

O vereador Hermano Morais (PMDB) contribuiu para o debate. Os parlamentares Sargento Regina (PDT), Júlia Arruda (PSB), Luis Carlos (PMDB), George Câmara (PC do B) e Chagas Catarino (PP) enviaram ofícios justificando suas audiências neste debate.

sábado, 19 de junho de 2010

Porcalhões terão punição mais severa

Não tem mais volta. Quem jogar lixo na rua vai ser multado. O Código de Limpeza Pública do Município do Natal, elaborado em 1996, está sendo reformulado e deve ficar pronto até o final do mês. A informação é do gerente de engenharia da Urbana, Aroldo Martins. Segundo ele, depois de finalizado, o código vai ser encaminhado à Procuradoria do Município, onde deve se transformar em projeto de lei. Em seguida, vai passar por votação na Câmara Municipal. Em caso de aprovação, quem desrespeitar o código vai ser punido.


Travessa Sampaio Correia é um dos pontos onde sujeira é deixada Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
"A reformulação não vai resolver o problema, mas é um instrumento legal para coibir a prática", declarou Aroldo Martins. Segundo o diretor da Urbana, Bosco Afonso, o hábito do natalense em jogar lixo em locais inapropriados gera mais gastos para o órgão. "Estamos fazendo dois serviços. Enviando uma equipe para coletar o lixo domiciliar e outra para recolher o lixo jogado nos terrenos baldios".

Placas com os dizeres "Éproibido jogar lixo neste local" estão afixadas em vários pontos da cidade. O aviso não é respeitado, embora tenha poder de lei. De acordo com o Artigo 54, da Lei 9.605, a pena é de quatro anos de reclusão e multa para quem causar poluição de qualquer natureza que resulte ou possa resultar em danos à saúde humana ou provoque mortandade de animais ou destruição significativa da flora. O inciso V é ainda mais específico. A pena para quem lança qualquer tipo de resíduo em local inapropriado e em desacordo com a lei ou regulamentos é de um a cinco anos de reclusão.

Nem assim os infratores se intimidam. Basta dar uma volta pela cidade para flagrar o desrespeito. A reportagem percorreu vários pontos da cidade. Em menos de dois minutos, encontrou o primeiro ponto de lixo. Diariamente, funcionários da Urbana recolhem o lixo depositado na margem da Avenida Tomaz Landim, nas proximidades do cartório do bairro de Igapó, Zona Norte. Na Travessa Sampaio Correia, no Bom Pastor, a situação é generalizada. O lixo é descartado pelos próprios moradores da travessa. "As outras pessoas botam lixo, então a gente bota também. Tem dias que tá pior. Colocam tudo: computador velho, guarda-roupa, animal morto. O carro da Urbana passa todos os dias. A gente podia esperar, mas não espera", afirma uma moradora que não quis se identificar e mora em frente a um dos pontos de lixo.

Polêmica

De acordo com o promotor do Meio Ambiente João Batista Machado, jogar lixo em local inapropriado pode gerar infrações administrativas (quando não provoca contaminação) e crimes ambientais (quando compromete a área). O problema é que, na avaliação do promotor, a Urbana não pune os agressores. "A Urbana apenas notifica, alerta. Nos últimos 10 anos, ninguém foi multado. Eles dizem que falta regulamentação. Ao nosso ver, essa é uma justificativa sem fundamento", afirma o promotor. Nesta semana, o lixão localizado num terreno público no bairro do Bom Pastor virou alvo de uma ação civil pública do promotor de Meio Ambiente João Batista Machado.

O gerente de engenharia da Urbana, Aroldo Martins, rebate a informação. Segundo ele, a Prefeitura pretende construir um equipamento comunitário no local. "O município reuniu orgãos e está elaborando um projeto para ocupar a área. Vamos ter uma solução para aquele problema em, no máximo, dois meses. Enquanto isso, vamos manter a fiscalização no terreno. Independente da ação, já estávamos trabalhando neste projeto".